Amargura.

As vezes da um vazio, um aperto no peito, uma vontade de ir embora e deixar tudo pra trás. Sair sem destino, pra longe, longe de tudo. Talvez ficando longe o sofrimento seja menor.

O ponto é que chega uma hora que não da mais, o coração vai ficando cheio de mágoa, mágoas passadas, de agora. Vai ficando tão pesado que chega transbordar e os olhos agem como válvula de escape pra escoar essa dor.

O sofrimento é diferente pra cada um, talvez meu egoísmo não me deixe pensar direito, e se fazer de vítima é a saída mais fácil. Mas a questão é profunda e não superficial, tem marcas que o tempo não conseguem apagar. E em todo conflito fica mais evidente.

Parece que a vida da voltas e sempre se repete, de ciclos em ciclos e no final tudo volta ao que era antes.

Triste foi o dia hoje, o silêncio é o pior, as palavras são ditas no calor com a pressão de tudo que está guardado a tempos, e quando atigem o alvo entram como uma faca no coração de quem escuta.

A verdade doe, o egoísmo mais ainda, e sempre as coisas boas são esquecidas, enquanto as coisas ruins tem a oportunidade de estarem em destaque.

Não existe a verdade dos fatos, e sim a visão de cada um. Você sempre vai estar certo até que te provém o contrário, mas as vezes não é sobre quem está certo e sim sobre como se sente.

Dizem que amor e ódio andam juntos, um dependo do outro, nesse sentido fico com peito carregado de mágoa até a hora que esse sentimento passe e os bons sentimentos possam retornar.

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